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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

percebo que ainda ando por aí pensando um pouco no que não deveria. não que exista alguma privação nisso tudo,mas existe um amor próprio. falando nisso, tenho me sentido melhor. saido com quem gosta de mim, procurado me divrtir, conhecido quem me faça bem. quando te vendem uma imagem e você pensa amar a pessoa, isso depois vai te matando aos poucos. amei a forma, a modelagem, e tudo que seja de forma ilusória um clone. a gente as vezes anda muito por um oasis, e quanto mais anda mais vai percebendo que não existia nada ali, absolutamente nada. mas aí você lembra que tudo está ocorrendo para te fazer feliz, seja um encontro repentino de você com um livro que te fará melhor, seja a leitura nos olhos de quem pode vir a amar. é tudo distante quando imaginamos ser com nós mesmos, é tudo muito labirinto, mas depois aquilo passa, e percebe-se que a solução sempre esteve ali, inclusive a queda esteve ali, pronta para ser tomada por você de forma mais fácil e depois seu ser se reconstituir de maneira sublime. mas sempre vamos achar que na escuridão está a solução, mas sabe que não está.

sábado, 14 de agosto de 2010

eu poderia pedir para que vc me dissesse com toda convicção de que não se interessa mais por mim- e isso não seria irreal. nenhum interesse em comum: música, comida, saliva, sobremesa. eu poderia pedir que o último sussurro fosse dado, mas um sussurro mais alto, menos gentil, mais estarrecedor do que todo sofrimento. uma mera vida cotidiana se formou depois do colapso e as coisas fluíram para bem longe, para as profundezas de algum lugar, de algum lugar de lugar nenhum. "tão confuso", vc me diz. "tão real", eu respondo. nada passou, nada floresceu, nada apodreceu, nada foi embora. o jardim que você plantou simplesmente cresceu um pouco depois que você foi sem rega-lo. surpreendente como a minha alma se abalou, como as noites tornaram-se mero tempo se esgotando e como toda uma história se apodreceu por cima de uma outra... estória. explanação circular, né? talvez.